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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

5º CAPÍTULO 
MAREA DEL PORTILLO > NIQUERO

No dia anterior, quando cheguei esfomeado ao hotel, fui abordado por um casal de norte americanos. Eles também estavam viajando em bicicleta, apesar de não ser uma viagem tão longa, escolheram trechos para pedalar e outros com transporte. Alugaram as bikes com uma empresa em Havana que já faz esse trabalho a algum tempo, organizaram o roteiro e estavam curtindo demais. A partir de agora, com a normalização das relações entre os dois países, a expectativa é de uma enxurrada de turistas dos EUA em Cuba.



Pedalamos juntos por 15 km, quando chegamos a Pilón eles ficaram, pois tinham um carro marcado para leva-los a um hotel nas montanhas. Dali em diante segui sozinho, sabendo que uma grande subida me aguardava. Não chegava a ser uma subida muito íngreme, mas seriam cerca de 3 km e o sol já dava o ar da graça.

Era o momento de cruzar a histórica Sierra Maestra, o caminho que os revolucionários encontraram para se defender, se esconder e avançar, com dizia Che Guevara, “Hasta La vitoria, siempre!”.

O primeiro sinal de que estava num trajeto de importância histórica foi a placa de “La Aguadita”, foi por ali que passou o grupo liderado por Raul Castro, hoje presidente que lidera o país em busca de mudanças e melhorias.





Mais a frente passei por “Alto Del Mareón”, onde outro grupo cruza a montanha e a floresta, dessa vez um dos componentes era nada mais, nada menos que Ernesto Guevara de La Serna, o Che.



Ao invés de seguir o caminho para Manzanillo, resolvi desviar para Niquero, dali poderia visitar o local conhecido como “Desembarco Del Granma” o verdadeiro berço da revolução socialista. Não poderia passar tão perto e não visitar essa região, por isso cheguei a Niquero ainda sem reserva em hotel ou casa particular, mas encontrei uma cidade ainda pouco explorada pelo turismo internacional. Foi a minha primeira visita a uma cidade de pequeno porte em Cuba, onde tive o primeiro contato com ruas, povo e vida cotidiana.



Já começava a me chamar a atenção os Bicitáxi, além das carroças puxadas por cavalos. O transporte público precário cria situações muito diferente da realidade a que estamos acostumados, mas essa parte da história só estava no comecinho, mais pra frente as experiências se multiplicaram.




Perto do mar foi possível comer lagosta desfiada com um “salsa” típica do lugar, por preço irrisório. No acompanhamento, além da salada de pepino que me perseguiu durante toda a viagem, o tradicional arroz com feijão, o arroz congri.








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