13o Capítulo
FLORIDA > CIEGO DE ÁVILA
A estrada não era das mais difíceis, mas o sol era impiedoso. As poucas sombras eram meus oásis. De repente vejo várias pessoas vendendo algo na beira da estrada, são grandes blocos de queijo, além de alguns outros produtos. Decido que tenho que experimentar, mas não quero parar em qualquer lugar.
Quando passo em frente a dois rapazes que vendem o queijo perto de uma grande árvore que proporciona uma bela sombra, paro e sou imediatamente abordado por um deles. Muito falante, me convence a comprar uma lasca do queijo. É uma mistura de queijo de vaca e cabra.
Enquanto conversamos sobre minha viagem, sobre o Brasil e, obviamente, sobre Cuba, um deles oferece o queijo, enquanto o outro controla os carros. De vez em quando se escondem, pois vendem ilegalmente.
Um é professor de química e o outro de educação física, e reclamam da situação que tem que passar durante as férias escolares para fazer um dinheiro extra. Reclamam da realidade em que vivem, sem nunca discordar das conquistas da revolução, como educação, saúde e segurança.
Sigo pedalando sob um fortíssimo calor, que serve como álibi para uma parada num paladar. Duas latinhas de cerveja bem gelada, são o combustível para ir em frente.
É o meio exato da Carretera Central, que liga Havana a Santiago de Cuba.
Mais calor, mais cerveja...
Quando chego a Ciego de Ávila, sou surpreendido pelo melhor hotel da cadeia Islazul. São chalés de dois andares, suítes com sala, quarto, banheiro e cozinha, além de uma bela piscina azulejada.
Até mesmo o carinho e o cuidado das camareiras é muito diferente do que havia encontrado até então...
Tempo para relaxar, tomar mais uma cervejinha, jantar e me preparar para o dia seguinte.
Nunca esquecendo de quem me ajudou a construir essa história:



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