Parceiros

Parceiros

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

4o CAPÍTULO
CHIVIRICO > MAREA DEL PORTILLO

Comecei o dia preparado para pedalar mais de 100 km, a ideia era sair bem cedo, mas o café da manhã do hotel só começava as 7h30. Era o primeiro dia que iria remontar o alforje na bicicleta, mas assim poderia consertar um problema que me perturbou no dia anterior. A bagagem estava mal colocada e arrastava frequentemente na roda traseira.


O lado oriental de Cuba ainda é muito pouco explorado pelo turismo, além de ser pouco habitado. Por isso é possível viajar por estradas novas, recém refeitas, quase sem movimento. Além de uma paisagem que mescla mar e montanha, além de toda a história da independência e da revolução socialista.


De repente um casebre se transforma num oásis. É a possibilidade de matar a sede, conseguir informações e manter contato com o povo local.


Uvero é um dos sítios históricos da revolução cubana, segundo algumas pessoas foi lá que foi dado o primeiro tiro, a primeira real investida contra as tropas do ditador Batista.


A partir de Uvero a estrada ainda não foi recuperada, a erosão destruiu o asfalto, mas o cenário compensa.


Desce e sobe contornando uma pequena praia. Estrada de terra e pedra, paisagem de mar e mata. Parada para foto e água.


Viajar de bicicleta é a possibilidade de parar em qualquer lugar, principalmente quando tem uma sombra e um banco. Ali é possível manter contato com personagens de todos os tipos, mas é com eles que consigo realizar o meu desejo de conhecer Cuba sem depender de nenhum meio de comunicação. Nem contra, nem a favor, apenas buscando a vida da ilha como ela é de verdade.


De repente uma ponte quebrada. É apenas uma de muitas, mas que não impedem a circulação. Quiçá daqui a algum tempo todas já estejam refeitas, garantindo maior segurança e qualidade de deslocamento.


A erosão que destruiu a estrada, em alguns trechos bloqueou túneis e deixou apenas um caminho entre o mar e a pedra. Não dá pra ver, mas passam carros e caminhões.


Depois de pedalar 95 km, me deparo com uma subida. Não é íngreme, mas é longa. Do nada aparece um caminhão que me oferece carona. Na caçamba somos sete pessoas, uma bicicleta e tres porcos. Tudo por uma história...


Foi apenas o segundo dia de pedalada, e eu já estava carregado de experiencias. A seguir, como foi cruzar, atravessar, subir e descer a Sierra Maestra. 






Nenhum comentário:

Postar um comentário