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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

15o Capitulo


TRINIDAD

Chegar a Trinidad foi um prazer imenso. Já tinham me preparado para o que eu iria encontrar, mas a cidade superou minhas expectativas, e muito. Por isso as fotos quase falam por si só, bastam algumas legendas.


A "loma" antes da entrada de Trinidad.


O vale dos engenhos.


A Bucanero gelada.


Uma biblioteca que parou no tempo.


As ruas de pedras que lembram a nossa Parati.


Ângulos de Trinidad.


Ângulos de Trinidad.


Enterraram o canhão.


Minha casa em Trinidad.


A noite...


A noite...




A partir de amanhã:




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domingo, 30 de agosto de 2015

14o Capítulo

CIEGO DE ÁVILA > SANCTI SPIRITUS

Sair do hotel que estava um pouco fora da cidade e pegar a estrada em direção a Sancti Spiritus poderia ser passando pelo centro histórico de Ciego de Ávila, uma visita obrigatória em quase todos os lugares por que passei. 

Cada cidade guarda uma peculiaridade no desenho das ruas, mantendo o mesmo estilo de arquitetura colonial. Algumas mais bem preservadas, outras nem tanto. Mas há sempre uma praça principal, onde a população passeia, curte a vida e acessa a internet.



Na saída da cidade, meio escondida, uma ponte romana. Cenas que valem a pena.


Depois de pedalar por quase 25 km sem paradas técnicas, escolhi uma barraca de frutas para descansar e repor energias. As melancias cubanas são pequenas, por isso comi uma inteira, além de experimentar uma fruta do conde local e levar comigo banana e goiaba.


Chegar a Sancti Spiritus e me aproximar de Trinidad, era começar a ter contato com um movimento de turistas mais intenso e perceber uma mudança entre o oriente e o ocidente da ilha. Tudo isso a partir de amanhã...



Parceria é tudo:







sábado, 29 de agosto de 2015

13o Capítulo

FLORIDA > CIEGO DE ÁVILA

A estrada não era das mais difíceis, mas o sol era impiedoso. As poucas sombras eram meus oásis. De repente vejo várias pessoas vendendo algo na beira da estrada, são grandes blocos de queijo, além de alguns outros produtos. Decido que tenho que experimentar, mas não quero parar em qualquer lugar.

Quando passo em frente a dois rapazes que vendem o queijo perto de uma grande árvore que proporciona uma bela sombra, paro e sou imediatamente abordado por um deles. Muito falante, me convence a comprar uma lasca do queijo. É uma mistura de queijo de vaca e cabra. 

Enquanto conversamos sobre minha viagem, sobre o Brasil e, obviamente, sobre Cuba, um deles oferece o queijo, enquanto o outro controla os carros. De vez em quando se escondem, pois vendem ilegalmente. 

Um é professor de química e o outro de educação física, e reclamam da situação que tem que passar durante as férias escolares para fazer um dinheiro extra. Reclamam da realidade em que vivem, sem nunca discordar das conquistas da revolução, como educação, saúde e segurança.



Sigo pedalando sob um fortíssimo calor, que serve como álibi para uma parada num paladar. Duas latinhas de cerveja bem gelada, são o combustível para ir em frente.


É o meio exato da Carretera Central, que liga Havana a Santiago de Cuba. 


Mais calor, mais cerveja... 


Quando chego a Ciego de Ávila, sou surpreendido pelo melhor hotel da cadeia Islazul. São chalés de dois andares, suítes com sala, quarto, banheiro e cozinha, além de uma bela piscina azulejada.


Até mesmo o carinho e o cuidado das camareiras é muito diferente do que havia encontrado até então...



Tempo para relaxar, tomar mais uma cervejinha, jantar e me preparar para o dia seguinte.





Nunca esquecendo de quem me ajudou a construir essa história:








quinta-feira, 27 de agosto de 2015

12o Capítulo


CAMAGÜEY > FLORIDA

Esse foi um trecho curto, apenas 47 km. Mas a estrada vai me proporcionando mudança de paisagem, que provoca a irresistível vontade de registrar cada momento.




Em Florida pude registrar a importância que se dá ao país, à suas origens e aos personagens e fatos históricos. Em frente a todas as escolas há uma imagem de José Martí, mas nesse caso o monumento era mais completo, incluindo o hino nacional.



Se a viagem não foi perfeita, se aproximou muito da perfeição. Não peguei chuva em nenhum momento de pedalada, mas em Florida, depois de me hospedar e tomar um rápido banho de piscina, caiu um temporal. Já estava no início da temporada dos furacões, mas não havia previsão de nenhum para os próximos meses. Em compensação, a chuva que presenciei era assustadora, principalmente se eu estivesse no meio da estrada.





Amanhã é que vamos ver mais alguns exemplos de contatos feitos na estrada, possíveis quando viajamos de bicicleta:





Nunca é demais lembrar de quem ajudou a realizar esse projeto:







quarta-feira, 26 de agosto de 2015

11o Capítulo


CAMAGÜEY

Camagüey é uma cidade que também merece um capítulo exclusivo, não só por ser uma das principais do país, como também pelo atrativo histórico e a beleza arquitetônica. 

Cheguei ali destruído depois de 120 km num caminhão de passageiros, mas também depois de acumular uma experiência de vida que não encontraria em outros lugares. Mesmo assim queria aproveitar o fato de chegar relativamente cedo, me hospedar e explorar um lugar muito recomendado.

O hotel estava localizado ao lado do terminal dos caminhões que fazem o transporte de passageiros em Cuba, facilitando a minha chegada . No check in, eu e um casal de holandeses fomos recebidos com uma refrescante cuba libre, boas vindas sempre bem vinda.

O hotel é antigo, centenário, localizado ao lado da estação ferroviária. Teve seu apogeu, mas agora é um prédio antigo necessitando de muita manutenção, apesar de manter um certo charme.



Caminhar pelo Boulevard de Camagüey foi uma grata surpresa. Espaços aconchegantes, bares, restaurantes e vida, muita vida.



A cidade já ia me conquistando...



...quando fui abordado por um bicitaxista que se auto denominava El Gato, e que soube me convencer a fazer um city tour e conhecer profundamente Camagüey.



Uma das primeiras explicações foi do desenho das ruas, que de forma assimétrica confundem qualquer turista desavisado. Não conhecer significa ficar dando voltas e não encontrar os principais atrativos, ou seja, a decisão de fazer o tour com El Gato foi acertadíssima.




De repente eis que aparece o primeira sinal dos novos tempos. Um bicitáxi exibe as bandeiras de Cuba e Estados Unidos, que por muito tempo andaram distantes. 


A visita vai da praça da revolução até o vendedor de abacate, é um dos melhores papos da viagem. Um defensor das conquistas da revolução, que demonstra a preocupação com o que poderá acontecer se permitirem a entrada de armas e drogas na ilha. Afirma El Gato claramente, que se for para tirar a tranquilidade da população, é melhor deixar as coisas como estão.





Na sequência a viagem continua me proporcionando contatos enriquecedores.




Tudo isso com o apoio de: